Atualizado em 26 de maio de 2018 às 12:42

Greve dos caminhoneiros gera impactos na produção de leite na região

Divulgação/FS Falta de transporte impede industrialização

Divulgação/FS - Falta de transporte impede industrialização

As manifestações e protestos originados pelos caminhoneiros começam a trazer impactos significativos em cadeias produtivas. Dentro do setor alimentício, uma das produções que mais chama a atenção, em termos de reflexos econômicos na região da Campanha, é a de leite. Em Aceguá, os prejuízos financeiros são altos nas empresas do ramo. Conforme o presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Aceguá, Sieghard Ott, por ser alimento perecível, cerca de 50 mil litros de leite diários estão sendo colocado fora. Por não haver o transporte para a fase industrial, o impacto será de R$ 60 mil. “Desde quarta-feira, estamos passando por isso. São 300 famílias envolvidas. Porém, a situação no país é grave, tanto que, além dos caminhoneiros, os agricultores também aderiram ao movimento. Pois eles também são atingidos”, ressalta.
Neste mesmo contexto se deparam os produtores de leite de Candiota. Segundo o presidente da Cooperativa de Produção Agropecuária do Pampa Gaúcho (Coopampa), Márcio dos Santos,  75 produtores são prejudicados com a falta do transporte. Ele relata que não há mais espaço para armazenamento e, por isso, o leite deverá ser posto fora. “Economicamente, é uma situação bem difícil para nós, porém, temos que aceitar esse sacrifício que estamos passando e apoiar o movimento dos caminhoneiros. As reivindicações irão refletir na vida de todos os brasileiros”, salienta.
De acordo com o prefeito de Aceguá, Gehard Martens, o armazenamento de combustível para os veículos de saúde e transporte escolar devem durar até o período de segunda a terça-feira. Já as demais repartições públicas e serviços não têm gasolina liberada. “ A situação é calamitosa. Priorizamos o que tínhamos armazenado para Saúde e Educação”, enfatiza.
E em Dom Pedrito, conforme o portal de notícias Qwerty, a prefeitura decretou calamidade pública, ontem à tarde, devido à falta de combustível, desabastecimento de produtos e outros efeitos ocasionados pelas manifestações dos caminhoneiros. Em nota, o prefeito Mário Augusto Gonçalves informou a suspensão das escolas rurais, urbanas, transporte escolar, atividades no Centro Juvenil e Casa de Cursos e, parcialmente, os serviços da Secretaria de Obras, Viação e Serviços Públicos, bem como os das secretarias de Agricultura, Pecuária e Irrigação.
Outro detalhe: embora a assessoria de imprensa da Eletrobras/CGTEE não tenha confirmado, não está descartada, nos bastidores, a possibilidade das operações da usina serem interrompidas, por falta de insumos essenciais para o funcionamento da estrutura.

Fonte Jornal Folha do Sul

 
 
 

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