Atualizado em 10 de agosto de 2017 às 12:37

Coordenadora de Saúde confirma caso de H3N2

Duas suspeitas foram confirmadas Crédito: João A. M. Filho

Duas suspeitas foram confirmadas Crédito: João A. M. Filho

A titular de vigilância epidemiológica da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Cândida Britto, confirmou o segundo caso de gripe A em Bagé. E destacou que o vírus predominante, neste ano, é o H3N2. Assim como no anterior, trata-se de uma mulher. A paciente, porém, diferente do primeiro caso, não havia se vacinado contra a Influenza. Ela já passou por tratamento e foi liberada. Outra notificação estava sendo investigada, contudo, o exame apontou a suspeita como negativa.
A 7ª Coordenadoria, que atende Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito e Lavras do Sul, registrou, em 2017, 17 notificações, com cinco casos de gripe A confirmados, inclusive um óbito; e um do tipo B.  “Em Bagé foram sete registros, com dois positivos para Influenza A. Dom Pedrito teve nove suspeitos com três confirmações, sendo um deles um óbito.  E o município de Candiota confirmou um influenza B”, explica.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, até o momento, está predominando a circulação do vírus Influenza A (H3N2), como foi observado na sazonalidade de Influenza do Hemisfério Norte em 2016-2017 – dados disponíveis no site da Organização Mundial da Saúde. É importante lembrar, como destaca a publicação, que, apesar da sazonalidade do vírus ser maior no inverno, no Brasil pode haver circulação em outras épocas do ano, já que o país apresenta diferenças geográficas e climáticas em suas regiões. Assim, a vacinação é uma das medidas preventivas. A publicação alerta que é segura e considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe.

Influenza
A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) aponta que a Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Frequentemente é caracterizada por início abrupto dos sintomas, que são predominantemente sistêmicos, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, mialgia e anorexia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza. A infecção, geralmente, dura uma semana, e com os sintomas sistêmicos persistindo por alguns dias, sendo a febre o mais importante.
Para a SBI, os vírus Influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem três tipos: A, B e C. O Influenza C, ainda conforme o SBI, causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. O vírus A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o A responsável pelas grandes pandemias. Os denominados A são ainda classificados em subtipos de acordo com as proteínas de superfície, hemaglutinina (HA ou H) e neuraminidase (NA ou N). Dentre os subtipos de vírus Influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente em humanos. Alguns vírus Influenza A de origem aviária também podem infectar humanos, causando doença grave, como no caso do A (H7N9).
Alguns grupos, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade possuem um risco maior de desenvolver complicações.

Fonte Jornal Folha do Sul

 
 
 

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