Atualizado em 2 de agosto de 2017 às 12:38

Núcleo apresenta “200 focinhos para 200 corações”

Campanha é pela adoção de animais adultos Crédito: João A. M. Filho

Campanha é pela adoção de animais adultos Crédito: João A. M. Filho

por Niela Bittencourt

Basta chegar ao canil do Núcleo Bageense de Proteção aos Animais que a recepção ocorre em coro: são vários os latidos. Ao se aproximar dos cães, é possível identificar diferentes tamanhos e pelos. Em comum, a alegria, denunciada pelos rabos, que balançam sem parar. Além de olhares curiosos. Vale arriscar um carinho, uma coçadinha na cabeça de um deles: é o que basta para que outros tantos queiram a mesma atenção e estejam dispostos a retribuir com muitas lambidas. A feliz cena relatada em nada combina com a triste realidade do abandono. Apesar de todo cuidado e carinho que recebem da equipe do NBPA, e dos muitos voluntários que visitam o espaço, há 230 animais que procuram um verdadeiro lar e a chance de deixar para trás histórias de total desrespeito. A adoção de cachorros adultos é a proposta da campanha “200 focinhos para 200 corações”. Mas, afinal, por que adotar um?
A presidente do núcleo, Patrícia Coradini, garante que animais adultos são mais fáceis de ensinar. Além disso, os tutores não precisarão se preocupar com doenças que acometem filhotes. A adaptação a outros animais é muito mais tranquila. Afinal, no canil, eles convivem com distintos temperamentos, e até mesmo com gatos – e podem ser ótimos companheiros para eles. A parceria é mais um ponto positivo: acontece que tudo o que os cães adultos querem, sobretudo os mais velhos, é um cantinho para dormir, carinho e aquela comidinha. Patrícia também destaca o fato de que um cão adotado nessas condições terá, pela sua família, total gratidão. Se tais razões não bastam para que alguém considere ir até o canil conhecer um amigo para chamar de seu, outras podem ser elencadas. É uma questão de responsabilidade social, uma vez que, pondera Patrícia, quanto menos animais estiverem no canil, mais atendimentos e castrações poderão ser feitos – e isso é controle populacional e, por conseguinte, saúde pública.

Engajamento
É importante destacar que a iniciativa é do gabinete da vereadora Beatriz Souza. O engajamento ocorre, sobretudo, por meio das redes sociais. Desde que começou, dois cachorros (Grandão e Pretinha) foram adotados e estão muito bem adaptados a suas novas casas. Mas há dezenas prontos para curtirem uma nova vida: eles não só serão apresentados a quem se dispuser a ir até o canil, como também por meio do Facebook e em feiras de adoção, que devem começar em setembro. Patrícia argumenta que, atualmente, são gastos, mensalmente, R$ 15 mil em sacos de ração. Mas os gastos não param por aí, já que, para atender essa matilha, há o apoio de sete profissionais. É claro que essa equipe também é responsável pelo atendimento daqueles que apenas passam pelo local para tratamento – em média, 150 animais permanecem internados por mês -, sejam eles vítimas de atropelamento, ou que lutam contra doenças como pneumonia e câncer. É, é claro, com eles há gastos de medicação e materiais para cirurgias, tratamentos e, também, alimentação.
O raciocínio, elucida a presidente do núcleo, é bem simples: para ampliar o atendimento a esses casos e realizar maior número de castrações pelos bairros da cidade, e na casa de saúde animal, é preciso reduzir o número de animais que vivem, de fato, no canil. E ela diz: “Não consigo acreditar que, em uma cidade de mais de 120 mil habitantes, não haja 200 corações prontos para cuidar de outros 200″. Para conhecer os animais e um pouco mais da proposta, basta acessar o Facebook e acompanhar a página Procuro um amigo. Lá há focinhos como o de Negrinha (3 anos, 12 quilos e porte médio, muito calma), Momo (2 anos, oito quilos, pequena e bastante atenta), Vicentina (6 anos, 15 quilos, porte médio e bastante animação) e Sorriso, que, garante a página, dispensa apresentações.

Fonte Jornal Folha do Sul

 
 
 

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