Atualizado em 14 de julho de 2017 às 20:08

Aplausos!

NESTA segunda-feira (17), Bagé vai completar 206 anos. Nada melhor para homenageá-la do que as memórias afetivas de uma de suas esquinas mais emblemáticas. O texto a seguir,  é do médico bajeense Gerson Luís Barreto de Oliveira, nefrologista da Santa Casa de São Gabriel; ele publica textos em O Fato, on line.

 

 Eloá Maira Diehl, na palestra do Chico Botelho, Biblioteca Otávio Santos, dia 10, clic Fábio Lucas

Eloá Maira Diehl, na palestra do Chico Botelho, Biblioteca Otávio Santos, dia 10, clic Fábio Lucas

“Recordações da Minha Esquina. Dia destes,  estava de aniversário, mais um ano, e fui surpreendido por um presente do acaso. Era a carta de um leitor inusitado, por ser de fora do nosso Rio Grande. Sou filho orgulhoso de dono de restaurante. Mal comparando tem gente que para se sentir bem vai a um templo, sabem qual é o melhor lugar para eu me sentir bem? Um restaurante. Há alguns detalhes: nada de lugarzinhos quietos e intimistas, tem que ter gente, conversa no ar, e comida boa, claro.

 

 Rosa Almeida Salles, na palestra do Chico Botelho, Biblioteca Otávio Santos, dia 10, clic Fábio Lucas

Rosa Almeida Salles, na palestra do Chico Botelho, Biblioteca Otávio Santos, dia 10, clic Fábio Lucas

O ‘Esquina  Bianchetti’, em Bagé, era assim. Vejam o que me diz este leitor, na época um jovem trabalhador de um dos mais renomados bancos privados do Brasil. Ele que vinha de avião periodicamente de São Paulo até Porto Alegre, e depois de ônibus até Bagé, lá pelos anos 70. Diz ele: -“Sinto-me bem ao lembrar o prazer com o qual frequentei aquele ambiente familiar e amigo, pela qualidade da comida servida e pela fartura de oportunidades de uma conversa interessante. Ali, naquela época, aprendi como era bom estar longe para me sentir em casa”. Mais adiante complementa:
“Identifiquei-me com o texto publicado, primeiro porque essa é uma parte valiosa da minha vida. Em segundo, porque me fez lembrar de que um dos sentidos importantes da vida é poder guardar e preservar o que nos faz bem“.

Hoje um profissional de sucesso, e com certeza super ocupado, encontrou tempo para me escrever relatando seu sentimento de nostalgia. Ganhei o dia. Posso dizer que se ainda há homens assim em postos chave, este Brasil vai adiante. Não posso prever  quando isto vai acontecer, mas um dia desencanta e acontece.” (…).

 

 Gérson Luís Barreto Oliveira com Lenise e os filhos, em Londres

Gérson Luís Barreto Oliveira com Lenise e os filhos, em Londres

 

ESSE cidadão a quem Gérson Luís refere-se é simplesmente  Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, meus queridos! Continua o texto de Gérson publicado em jornal. (…).Os invernos de Bagé naquela época eram de um frio absurdo. Meus primos paulistas até hoje lembram as temporadas que passavam nas férias para visitar nossa avó e do frio constante que sentiam. Então para estes viajantes incautos o meu pai ( Ciro) sempre mandava que os garçons sugerissem uma taça de consumê, como entrada. Vinha numa tigela específica para este fim, um ovo praticamente cru ao fundo, e caldo de frango quente, que estava sempre a borbulhar no fogão à lenha. Acompanhava um pãozinho.Depois, na certa, era a especialidade da casa: o spaghetti do Bianchetti. Uma maravilha que até hoje minha adorável tia Ruth é mestra. (…).

 

Patrono da ABL, José Carlos Teixeira Giorgis; jornalista Orlando Carlos Brasil, reabertura da ABL, quarta-feira, Salão Nobre da Prefeitura

Patrono da ABL, José Carlos Teixeira Giorgis; jornalista Orlando Carlos Brasil, reabertura da ABL, quarta-feira, Salão Nobre da Prefeitura

PROJETO Matriz, da jornalista Naira Wayne Perdomo, pretende um álbum chamado “Rio Grande do Céu”. Nele, poesias  de Ernesto Wayne ilustradas com gravuras de Edmundo Rodigues. As conversas com os filhos dele já iniciaram-se. Isso merece aplausos!

 

Patrono da ABL, José Carlos Teixeira Giorgis; secretário de Cultura, Fabiano Marimon, quarta-feira, Salão Nobre da Prefeitura

Patrono da ABL, José Carlos Teixeira Giorgis; secretário de Cultura, Fabiano Marimon, quarta-feira, Salão Nobre da Prefeitura

SAUDANDO a memória de Ernesto Wayne, escreveu Elvira (Mercinha) Nascimento: “Oh Wayne, o vento da saudade esparrama as palavras e a gente vai juntando, sofridamente, pelas portas da lembrança que renascem de outras portas, como naquele teu belo poema da Matriz, Vai a gente juntando as palavras pra te agradecer e elas circulam  e atravessam a  transmutação do  teu  soneto da ressurreição e, enfim, param em tua alma.  O silencio é a gente demais, disse Guimarães. Bem  que gostaríamos estar dentro dele quando diante de ti. Mas é preciso agradecer. Palavras, Wayne, para ti. Um dia disseste, Wayne,  que a alma, nos invernos, se volatiza  pela boca. Talvez embaciasse teus óculos como hoje embacia o vidro que nos separa de ti. Mas os punhos do amor, da crença  profunda de que não morremos e que os poetas não morrem quebra essa frágil divisória e nos cabe estar, em plenitude , diante de teu ser, nesse parapeito infinito da memória. (…)

 

“A música pela música”: Joab Muniz, Zaida Valentim, Cheisa Goulart, Sociedade Espanhola, segunda-feira (10)

“A música pela música”: Joab Muniz, Zaida Valentim, Cheisa Goulart, Sociedade Espanhola, segunda-feira (10)

 

MAS, poetas como tu  tem licença divina de ir embora? Poetas que moram dentro da linguagem como numa casa, poetas que são oleiros e músicos que dobram e modelam as palavras como barro, que as fazem cantar, delirar, chorar, rir, protestar, recusar e celebrar a vida, com irreverência, lirismo e rigorosa harmonia, podem ir embora? Poetas que alquimizam e sutilizam a linguagem  como mágicos podem deixar de ser um mundo fascinante  e eterno dentro dos livros? E quem  amou e guardou Bagé, com seus tesouros, seus tantos loucos, seus bares, seus passeios, sua arte e ficções , como tu, não permanece pra sempre no chão mais aceso e quente de sua alma? (…). Por isso, Wayne, há que te agradecer, e te agradecer muito como hoje, infinitamente diante do tempo com o coração dobrado de saudades. Hás de caminhar, em Bagé, nos teus versos, e hás de caminhar neles pelo mundo afora. Isso é  o que queremos.”  Mercinha merece sempre muitos aplausos!

NESTE aniversário de Bagé, esta social associa à data o nome dela que é um símbolo, uma expressão viva da elegância, em todos os sentidos da palavra, de nossa sociedade: JULIETINHA SILVEIRA BANDEIRA, aplausos a ela, queridos!

 

ARTE NA VITRINA faz festa na manhã deste sábado (15). Agora às 11h, “Rota Arte na Vitrine 25 anos”  vai reunir artistas, empresários e convidados na LEB, dando início ao passeio até a Loja Sapataria, onde acontecerá a confraternização entre lojistas e artistas. Aplausos!

 

ARTISTAS que estão nesta edição Arte na Vitrina: Amélia Terezinha, Ana Roslinde Lunelli, Cleusa Caneda, Clélia Camargo, Carlo Andrei,  Consuelo Cuerda, Cláudio Fagundes,  Consuelo Souza, Gelsa Tavares, Glória Ferreir, Elaine Caminha, Deli Germano, Heloísa Beckman, Helena Baranhano, Jussara Casarin, João Guilherme Perez, Maria Inácia Deble, Maria Medianeira, Norma Vasconcellos, Rita Gomes, Helena Uberti,  Leonir Garcia, Rodrigo Sarasol, Maria Luisa Teixeira, Nilva Jardim, Maria Ilza Silveira, Maria Cristina Urdangarin, Renize H. Fagundes, Terezinha Brondani e Vone Garcia.Aplausos!

 

GRUPO Pianistas de Bagé In Concert, na Sociedade Recreio Gramadense, dia 22, às 20h: “A maravilhosa música do Cinema”,  cinco pianos a vinte mãos. Esse concerto será gravado pela Zepellin, de Porto Alegre, e a iluminação será pela mesma empresa do Natal Luz. Essa gravação será enviada ao Ministério da Cultura em Brasília, uau! Na sexta-feira (21), às 14h30min, os pianistas farão um workshop para  alunos da rede municipal de Gramado. As crianças terão a oportunidade de interagir com mestres e doutores em piano que vão tocar e esclarecer dúvidas das crianças. Aplausos!

 

 

 
 
 

Seja o primeiro a comentar

 
 



 
 


seis − 2 =

 
 

Clique em Curtir

 

Previsão do Tempo

 
 
 
Curta a Alternet no Facebook
Desenvolvido por | Time 7