Atualizado em 17 de abril de 2017 às 12:33

Colheita da macela leva bageenses ao cerro na sexta-feira santa

Francisco Flores Filho, 59 anos

Francisco Flores Filho, 59 anos

Há 12 anos, três amigos partem rumo ao cerro de Bagé para a colheita da macela, na madrugada da sexta-feira santa. Um deles, Flávio Cardoso, de 50 anos, justifica que é tradição, e a atividade em grupo, um ritual. “Conversamos, tomamos um chimarrão. Este é o bom da colheita da macela”, diz, ao comentar que às 5h30min já estavam em busca da planta.
A crença popular é de que a colheita da erva, antes dos primeiros raios de sol, garante a ela mais eficiência em suas propriedades medicinais. A tradição é exclusiva do Rio Grande do Sul, inclusive, a macela é um dos símbolos do Estado. O pedreiro Luizmar Ferreira, 63 anos, diz acreditar nisso e já ter comprovado a eficácia da erva.
O trabalhador rural Francisco Flores Filho, de 59 anos, também preparou o mate logo cedo e cumpriu com a programação da manhã da sexta-feira​ santa. Ele comenta que o consumo do chá das flores da planta é ótimo após almoço ou janta. “Sempre venho buscar quando estou na cidade”, garante.
Paulo Vinícius Lucas Luiz, 19 anos, e Andrieli Lucas Luiz, 17 anos, acompanham o pai Paulo César Luiz, que contou que levava os filhos para a colheita quando eles ainda eram pequenos. Paulo Vinícius o acompanha, já adulto, pelo segundo ano, mas a irmã participava pela primeira vez após muito tempo. “Consegui fazer com que ela deixasse a preguiça de lado”, brincou. Para a família, a colheita começou por volta das 6h. Mas Luiz garante que isso, apenas, porque se atrasaram. Ele diz que costuma colher a planta às 4h30mim e garante que mais do que uma crença, esta é uma programação familiar e um costume perpetuado por gerações.

Fonte Jornal Folha do Sul

 
 
 

Seja o primeiro a comentar

 
 



 
 


cinco − = 4

 
 

Clique em Curtir

 

Previsão do Tempo

 
 
 
Curta a Alternet no Facebook
Desenvolvido por | Time 7