Atualizado em 28 de maio de 2014 às 14:19

Cesta básica aumenta mais de 17% no primeiro trimestre

O Centro de Ciências da Economia e Informática/ Consultoria Júnior da Urcamp divulgou o custo da cesta básica no primeiro trimestre deste ano.

O valor cresceu em 17,23% se comparar o mês de março com o mês de janeiro. Entre fevereiro e o primeiro mês do ano, o aumento foi de 8,5%.

O tomate longa vida é disparado o item que mais subiu neste período, chegando ao patamar de R$ 5,98, o quilo no mês de março. Em janeiro o valor era de R$ 2,39. Isto significa, segundo a pesquisa, a suba de 107% no produto. A banana sofreu diversas alterações no período. Em janeiro, custava R$ 4,80 a dúzia. No mês seguinte o preço reduziu para R$ 2,83 a mesma porção e em março voltou a subir, alcançando o índice de R$ 4,18.
O café solúvel também afetou o bolso do cidadão. Em janeiro, 600 gramas do produto custava R$ 16,17. Em março, a mesma quantidade estava com um preço médio de R$ 23,94, em Bagé. Isto representa, segundo a pesquisa, um aumento de 48% tanto para o mês de fevereiro em relação ao mês janeiro como o mês de março em relação ao mês de janeiro. A margarina é outro item da cesta básica que pesou na hora de passar no caixa. Seu preço aumentou em 79% no trimestre. O consumo médio é de 750 gramas, quantidade que em janeiro custava R$ 2,67, em fevereiro pulou para R$ 5,52 e em março reduziu para R$ 4,80. O feijão também está com o preço em ascensão, ultrapassando os 30% em valorização. Em janeiro o quilo custava em média R$ 2,98 e em março estava R$ 3,98.
Outros produtos subiram, mas em índices menores, como a batata, que aumentou bastante em fevereiro, mas reduziu o preço novamente em março, o arroz que se manteve com inflação entre 5% e 8%, o açúcar variou 8% para mais no período e o pão aumentou cerca de 10%. Apesar da maioria dos itens terem ficado mais caros, há também os que diminuíram, como a banana e o leite que, o preço de março, em relação ao de janeiro, teve um decréscimo de 12%.
A professora Rita Luciana Jorge, que coordena a pesquisa junto com o professor Ricardo Cougo e a acadêmica Daiane Rodrigues, explica que o trabalho segue os parâmetros do Dieese/Procon: “Dividimos a cidade em quatro regiões geográficas e todos os meses vamos nestas regiões e pesquisamos em estabelecimentos diferentes, pequenos e grandes, justamente para captar a variação dos preços”. Segundo ela, os produtos analisados são os que constam no decreto que regulamenta a cesta básica: “Por isso que não consta itens comuns como papel higiênico e erva-mate, pois eles não são previstos pela legislação”, exemplifica.
Ao todo, quatro pessoas tabelam os preços, entre acadêmicos do curso de Administração e das Ciências Contábeis. Rita Luciana ainda esclarece que a carne é avaliada a partir dos preços do coxão mole, coxão duro e patinho, onde é feita uma média de preços; o arroz é o tipo 1 ou parboilizado; o pão é o francês e o leite é o de saco.
Fonte Jornal Minuano
 
 
 

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