Atualizado em 27 de janeiro de 2014 às 11:21

Não vai faltar oportunidade para os concurseiros

Aulas ocorrem nos finais de semana e feriado

O primeiro semestre de 2014 promete ser de oportunidades para quem sonha em ingressar no serviço público. São mais de seis mil vagas disponíveis em concursos, que devem ocorrer até a metade do ano. Como haverá eleição este ano, há restrição para nomeações de servidores públicos nos três meses antes do pleito até a posse dos políticos eleito, por isso a concentração das provas no primeiro período. Sendo assim até o mês de junho tem muito estudo pela frente para quem é um concurseiro.
O professor de Matemática e de Raciocínio Lógico de um cursinho, Diego Martinez, diz que as vagas são inúmeras e devem aumentar, principalmente nós órgãos públicos de segurança. No momento, a grande procura é pelos conteúdos do concurso da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), que ocorre no dia 16 de fevereiro, e pelo que ocorreu ontem, o concurso da Secretaria Estadual de Saúde, em que as turmas tiveram aulas nos domingos e feriados visto a grande quantidade de conteúdo.
Estudo
Para quem quer ingressar no serviço público, Martinez aconselha a não esperar os editais para começar a estudar, visto que o documento tem sido lançado com pouco tempo de antecedência. “Se deixar para estudar quando sai o edital, não tem como vencer todo o conteúdo”. O professor explica que o candidato acaba prejudicado quando começa a estudar somente depois do lançamento do edital, pois outros já estão estudando há mais tempo. “Para quem nunca viu determinada informação é preciso ver ela pelo menos sete vezes para aprender”.
O docente explica que, para começar os estudos antecipadamente, deve ser usado o edital do último concurso como base. Além de focar nas matérias que são comuns nas seleções, como matemática, português, e raciocínio lógico, por exemplo. “Quando sai o edital o candidato tem tempo para estudar o que for específico”.
Apesar de defender o ingresso em cursinho preparatório, como uma forma de facilitar o acesso aos conteúdos e de esclarecer dúvidas, ele é categórico ao afirmar que só fazer cursinho não garante bom resultado. “É preciso estudar em casa também. Ter uma rotina de estudo”. Já a quantidade de horas, o professor diz que depende do perfil do estudante.
O concurseiro
O jornalista Murilo Dotto, resolveu mudar de vida há cerca de um ano e, desde então, dedica-se somente aos estudos. A escolha do profissional foi pensando na estabilidade e melhores salários. Na sua opinião o maus difícil em ser um concurseiro,  é se manter motivado e focado. “Por mais que se estude, sempre vai ter aquele dia que a pessoa está meio que fora de rota, aí é preciso colocar os pés no chão e lembrar dos propósitos que estão em jogo”. Para manter uma rotina, ele costuma estudar oito horas por dia, divididos entre manhã, tarde e noite.
Para Dotto, é fundamental para o sucesso de um concurseiro é Persistir e ter consciência que antes do sucesso podem haver algumas derrotas. “Faz parte, se reprovou mira qual o próximo concurso e começa a estudar”.  Apesar de já ter feito cursinho preparatório, hoje optou por estudar em casa, através de educação a distância. “Larguei as aulas presenciais, pois tinha gente que ia para conversar ou tomar mate e acabava atrapalhando quem estava lá para estudar”.
Concurso da saúde
Ontem, o jornalista testou os seus conhecimentos na prova do concurso da saúde, ele contou que com exceção da legislação da saúde já vinha estudando os demais conteúdos. “Há expectativa é a melhor possível. Venho estudando há tempos”.
Até às 11h, ninguém tinha deixado o prédio da escola Frei Plácido, onde, de acordo com um dos ficais de prova, Senair Portela, cerca de 12 salas de aulas ficaram lotadas pelos candidatos. “São 35 pessoas em cada sala”, conta. Ele contou que como a prova foi extensa os primeiros concorrentes deviam demorar para deixar o local. “A prova termina às 14h e, para levar a prova para casa, é preciso ficar até às 11h30min”. A seleção ocorreu tranquilamente no prédio.
Quem também tentou uma vaga no processo de seleção foi a engenheira química, Janaina Caletti de Lima Müller. Ela relatou que as questões da prova estavam bem divididas em se tratando do grau de dificuldade. “Era uma prova para quem estudou, pois na legislação, que era eliminatória, as questões foram muito exigentes nos detalhes”.
A profissional fez a prova para a sua área, e explica: “Eu decidi fazer por dois motivos, a tão sonhada estabilidade financeira e porque a parte específica do conteúdo era exatamente o que estou vendo no pós em Gestão ambiental que concluo este ano”.

Fonte: Jornal Folha do Sul

 
 
 

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