Atualizado em 28 de junho de 2013 às 12:56

Cidade dos Gaúchos reproduz como eram os primeiros povoados do RS

Público pode deitar e descansar em uma cama dentro da casa que simula como viviam os habitantes do Rio Grande do Sul no início do século 18

Gaúcho toma chimarrão em qualquer época do ano. Mas cá entre nós, nada como beber esse símbolo da integração do Rio Grande do Sul agora, na época do frio. Além de saboroso e bom para a saúde, ajuda a aquecer o corpo nas baixas temperaturas. Que o digam os gaúchos moradores dos gelados pampas do século 18, que proseavam ao redor do calor das chamas, onde também esquentavam a chaleira de água para o mate amargo.

Agora, já imaginou voltar no tempo, reviver aquele período e se aquecer num cenário igualzinho ao dos ancestrais? Essa experiência já é possível na Cidade dos Gaúchos, uma nova atração do Parque do Gaúcho, em Gramado. Lá, foi montada a réplica de um povoado nos moldes dos que deram origem às primeiras cidades do Estado.

Depois de apresentarmos algumas novidades em Canela, Bento Gonçalves e Garibaldi, retornamos à Região das Hortênsias para conferir outras inovações para um dia agradável de passeio nesta estação do frio. Afinal, é gostoso andar nessas cidades de colonização europeia, nesta época do ano, com atrações possíveis de serem visitadas até mesmo nos rotineiros dias chuvosos do período.

O Parque do Gaúcho, por exemplo, situado junto ao GramadoZoo, na ERS-115, no Distrito de Várzea Grande, tem 6 mil metros quadrados de área coberta. É nele que está a nova vila que mostra como foi a formação das primeiras cidades gaúchas.

Logo na entrada, as pessoas são recepcionadas pela escultura de um gaúcho oferecendo uma cuia de chimarrão, que simboliza a hospitalidade. Ao lado está o fiel companheiro do personagem típico, um cão da raça cimarrón, espécie trazida ao Brasil por espanhóis e portugueses a partir do século 16.

Muitos exemplares foram abandonados ou perdidos, mas sobreviveram no pampa. O parque conta com alguns destes animais, que são reproduzidos no local, assim como o cão ovelheiro gaúcho, que auxilia no pastoreio.

Um dos maiores prédios da cidade-réplica é a igreja, toda de pedra, onde, sobre o altar, estão cálices e porta-velas de barro. O telhado da maioria das habitações é de palha santa fé. Plantas de erva-mate ficam no chamado carijó, uma armação de varas usada para secar as folhas. O próprio visitante pode pegá-las e triturá-las com um pilão, para que se transformem em erva-mate. Aí é só aquecer a água na fogueira, que fica permanentemente acesa, preparar a cuia e continuar o passeio tomando a bebida típica gaúcha.

Se nem a caminhada nem o chimarrão esquentarem, a pessoa pode se movimentar jogando bocha. Ao lado da cancha está o bolicho, uma espécie de comércio da época, com balcões na frente e nos lados, fechados com grades de madeira, iguais aos de antigamente, para evitar os saques. Numa janela de vidro dá para apreciar a vista do Morro Agudo.

— Era por esta paisagem que passavam os tropeiros, quando saíam do Sul em direção à Serra — comenta um dos responsáveis técnicos pelo parque, Rodrigo Lobato Schlee.

Ou seja, por obra do homem ou da natureza, trata-se de um lugar cercado de história por todos os lados.

Serviço no Parque do Gaúcho

>>> Criança até 2 anos: isento
>>> Crianças de 3 a 12 anos: R$ 25
>>> A partir de 12 anos: R$ 30
>>> A partir de 60 anos: R$ 20
>>> Estacionamento: R$ 8
>>> Horário: diariamente, das 10h às 17h30min.
>>> Obs.: o ingresso dá direito a visitar também o GramazoZoo

OUTRAS NOVIDADES

Praça das Etnias

Desde o fim do ano, Gramado conta com mais um ponto turístico e cultural público. A Praça das Etnias, localizada ao lado da rodoviária, tem três casas que contam a história da colonização do município pelas etnias italiana, portuguesa e alemã. O local conta com feira de produtos orgânicos e coloniais e é ponto de partida para passeios de agroturismo.

Pedras

Outra novidade em Gramado é o parque A Mina de Gramado, que proporciona uma viagem a um mundo subterrâneo de uma mina da pedra típica do Rio Grande do Sul, a Ametista. O visitante poderá explorar e descobrir mais de 150 pedras preciosas cravejadas na rocha pelos mais de 80 metros de galerias, encontrando tesouros de ametista, citrino, ágata e quartzo. Há um museu com um acervo de mais de 800 exemplares de pedras preciosas do Brasil e de países como Estados Unidos, México, Índia, África do Sul, Argentina, Austrália, China, Congo, Canadá, Rússia, Peru, Bolívia e Colômbia. Algumas destas podem pesar até 3,5 toneladas, medindo até 3 metros de altura. Esta coleção levou mais de 30 anos de trabalho e é propriedade particular dos idealizadores do negócio.

Moda

O Museu da Moda, em Canela, também tem novas exposições. O Puppen Festival (acima) reúne bonecas de pano com roupas ícones de importantes estilistas internacionais, como Gucci, Kenzo e Yves Saint Laurent. Outra atração é a Divas do Cinema, que apresenta 13 modelos de vestidos usados no cinema e que marcaram época no estilo de consagradas atrizes das telas internacionais: Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Grace Kelly, Julia Roberts, Marilyn Monroe e Carmem Miranda. A terceira nova exposição é a retrospectiva da estilista e fundadora do Museu da Moda, Milka Wolff. A trajetória pessoal e profissional, desde os sete anos, é contada em diversos painéis e objetos ilustrativos.

Fonte: Jornal Pioneiro

 
 
 

Seja o primeiro a comentar

 
 



 
 


seis − 1 =

 
 

Clique em Curtir

 

Previsão do Tempo

 
 
 
Curta a Alternet no Facebook
Desenvolvido por | Time 7