Atualizado em 11 de outubro de 2012 às 12:45

Jussara Carpes afirma que arriscou o mandato

VEREADORA: prepara sua saída da Câmara

A vereadora Jussara Carpes (PSD) prepara sua despedida da Câmara de Vereadores. Após 12 anos atuando diretamente na política de Bagé, ela agora projeta a vida fora das instituições políticas.

Em entrevista, a social democrata contou como foi concorrer pela primeira vez fora das fileiras do Partido dos Trabalhadores (PT) e seu planos para o futuro.
Tendo iniciado a carreira política na primeira gestão do ex-prefeito Luiz Fernando Mainardi, Jussara participou ativamente das duas primeiras gestões do governo do PT em Bagé, como chefe de gabinete do executivo e também como secretária municipal de Cultura. Segundo a vereadora, após passar por situações de vida complicadas, principalmente o enfrentamento do câncer, e questões partidárias, sua saída do PT foi consciente. “Fiz uma opção porque não concordava, e não concordo como a administração que estava sendo feita. Dentro do PT se prega muito a democracia, mas não se pratica. Foi difícil, principalmente porque se constrói várias relações políticas que se tornam pessoais, e que a gente acaba perdendo”, relata.
Sobre a escolha do recém criado Partido Social Democrático (PSD) do ex-prefeito de São Paulo, Kassab, Jussara não considera um erro. Tão pouco a estratégia utilizada para a composição da coligação proporcional para o pleito de 2012, que lhe custou à reeleição. “Fiz a opção por um partido em construção, ainda sem história. Quanto à coligação, nos poderíamos ter coligado com o PTB e fazer seis cadeiras na Câmara, mas entendemos que era melhor ampliar o número de candidatos na nominata”, conta.
No caso de Jussara ter coligado com o PTB, o número de vereadores que concorreria a favor de Adriana Lara seria de 60, com a coligação proporcional com o PPS, o número subiu para 84. “Nós teríamos que mexer na coligação do PDT com o PP, além de ficar com um número de 24 candidatos a menos. Então entendemos que era interessante abrir um terceiro bloco. E claro, também tinha a questão do tempo de TV”, salienta.
Outro fator, segundo Jussara, para ter escolhido realizar a coligação com o PPS foi a ideia de que a política é algo para a coletividade. “Não ia adiantar eu ter um cargo como vereadora se a Adriana não fosse prefeita. Escolhi coordenar a campanha dela e concorrer como um partido menor para ajudar na coordenação da campanha. Eu acredito na ideia de mudança. A política não pode ser feita de forma individual”, opina.

O futuro
Jussara não vê problema em fazer política fora das instituições. “Em nenhum momento, fora das instituições se deixa de fazer política”, afirma ela, numa referência ao filósofo Aristóteles que disse: “o homem é, por natureza, um animal político”.
Para o futuro Jussara pretende trabalhar como consultora de projetos para o setor de Cultura e Preservação do Patrimônio. “Sempre fui procurada por várias prefeituras para elaborar projetos neste sentido, mas por conta do mandato nunca consegui. Agora é uma boa oportunidade”, salienta. Jussara também diz que ainda há tempo de fazer uma oposição prepositiva na Câmara.

 

Fonte: jornal Minuano

 
 
 

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